Ronaldinho Gaúcho, idolatrado por onde passa, foi vaiado dentro de sua própria cidade nesta terça-feira. A torcida presente no estádio Beira-Rio para acompanhar o treino da seleção brasileira pegou no pé do jogador do Milan. Os apupos esconderam os raros momentos de apoio ao craque. O fato de ele ter nascido no Rio Grande do Sul pouco importou para os torcedores. Pesou mais o passado dele como jogador do Grêmio.
E vale tanto para colorados quanto para gremistas. A torcida do Inter, em grande maioria no estádio, teve o primeiro contato com o craque desde a final do Mundial de Clubes de 2006, quando o clube vermelho bateu o Barcelona, então defendido por Ronaldinho, por 1 a 0 em Yokohama.
Também esteve presente no Gigante o ressentimento de parte da torcida do Grêmio com o jogador. Em 2000, Ronaldinho sentiu-se desvalorizado no Olímpico e decidiu ir para o Paris Saint-Germain, da França, mesmo contra a vontade da diretoria tricolor. Desde então, muitos gremistas apontam o meia-atacante como traidor.
Nesta terça, Ronaldinho foi vaiado desde que chegou ao Beira-Rio. Quando a seleção brasileira desembarcou no estádio, o telão mostrou o atleta. A reação da torcida foi engraçada. Nos primeiros segundos, aplausos. Depois, uma enorme vaia. No momento em que o jogador foi a campo, a galera seguiu pegando no pé dele. Ele até tentou mandar uma mensagem de carinho aos torcedores com um aceno tímido, mas logo viu que não adiantaria. Aí resolveu ficar quieto, brincando com os colegas no banco de reservas.
Durante o treino, os primeiros toques do jogador na bola foram seguidos de vaias. Ronaldinho parece ter levado na boa. Quando surgiam os apupos, ele abria um sorriso, como se visse graça na situação. O jogador participou ativamente do rachão e esbanjou jogadas de efeito. Ele não tem presença garantida no jogo desta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Peru, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010.
Situações de estresse são um perigo para Tarso. Cada vez mais fragilizado, o rapaz não sabe como lidar com emoções fortes e, de repente, se vê a ponto de perder o controle. O velório de Raul é um desses momentos. O contato com a morte mexe com ele e o deixa inseguro. Tarso confessa seu medo: “Qualquer coisa pode acontecer a qualquer hora com as pessoas”. O ar pesado da capela, o olhar soturno das pessoas, a visão do caixão e a ideia de que, dentro dele, está o tio morto, provocam em Tarso uma sensação insuportável de claustrofobia. Mas, ainda que o ambiente não lhe faça bem, Tarso insiste em ficar e recusa o convite de Tônia para sair. Isso até que as vozes surjam novamente.
“Covarde, palhaço…”. Tarso se vira, irritado, não sabe de onde as vozes vêm. “Moleirão! Você não serve pra nada”, insistem. Quem está dizendo isso? Quem? Desesperado, Tarso se levanta, vai pra rua. Quer se livrar, fugir, desaparecer. Tônia vai atrás dele. Nos olhos de Tarso a angústia que passa em sua mente. Ele está surtando, já não controla a própria consciência. A voz insiste, atiça seus brios. “Inútil… Fracassado”. Tarso se irrita mais e mais. Dispensa bruscamente a companhia de Tônia e segue, transtornado. É um perigo em potencial para quem passa perto. Está enlouquecido. Um garoto e sua mãe se aproximam. Tarso estanca. De repente, aquelas pessoas são uma ameaça pra ele. Serão os donos das vozes? É preciso reagir, reagir… O que Tarso faz depois é indescritível e não corresponde em nada ao que de Tarso esperamos. Ele já não é mais dono de si.
Cadore chega ao velório de Raul desesperado com a perda do filho. Ele estranha que o caixão esteja fechado e exije que o abram: “Eu quero ver o Raul! Abram!” Silvia diz que o último pedido do marido foi que não abrissem o caixão e isso será respeitado. O pai não se conforma: “Não tenho direito de ver meu filho pela última vez? Se ele não queria que ninguém o visse, saiam todos daqui! Abram esse caixão e me deixem sozinho com ele!”
Yvone fica tensa. Será que vão atender ao pedido de Cadore? Ela se aproxima de Castanho e sugere ao psiquiatra que deem um calmante ao pai de Raul. Fingindo ser solicita, Yvone cuida de tudo. Ela pega o medicamento com um copo de água e faz Cadore tomar a pílula. Mas, em vez de colocar um terço do calmante na água, como foi sugerido por Castanho, ela dissolve o remédio todo. Cadore começa a bocejar e em instantes está dormindo profundamente.
Depois que Cadore dorme com o calmante dado por Yvone no velório de Raul, Ramiro compra a briga do pai e exige que Silvia abra o caixão do marido. Ela fica revoltada com o que o cunhado diz e o enfrenta: “Não sei nem como é que você tem coragem de estar aqui! Como é que tem cara de encarar seu irmão, mesmo depois de morto!” Ele fica pasmo com o que ouve e pergunta se Silvia está louca.
Os dois começam a discutir e Silvia vai ainda mais longe: “Era assim que você queria ver o Raul, não é?” Ramiro chama a cunhada de histérica e diz, na frente de todo mundo, que Raul queria se separar dela. Júlia tenta controlar a mãe, mas Silvia não se segura e acaba acusando o cunhado de ser o responsável pela morte de Raul: “O infarto que matou seu pai tem um nome, Julinha: Ramiro Cadore!”
Komal se anima além da conta com o Festival das Luzes e acaba arrumando confusão com Rani. Ele aproveita um momento de distração da família e vai até uma estrangeira.
Komal joga o charme para a loira, que sorri, sedutora. Ele segura a mão da estrangeira e esquece que sua esposa está logo ali atrás.
Rani vê o que o marido está fazendo e passa por ele furiosa. Komal logo percebe o problema em que se meteu e vai atrás da esposa.
“Espere! Rani!”, ele implora. Mas ela não quer ouvir as explicações de Komal: “Você e a firanghi estrangeira… Eu vi! Não quero mais ficar casada com você!”