Dante se desespera ao saber do plano maluco de Custódia. Elvira diz que, na vila, nem sempre os celulares pegam e deixa Custódia apavorada. Dante, Adriano e Régis desenterram Beatriz, mas a encontram desacordada. Dante e Régis tentam reanimá-la. Beatriz acorda e abraça Dante. Custódia sugere que Beatriz sirva de isca para Pedro confessar que explodiu a bomba e seqüestrou a Clarice. Bia topa. Pedro se espanta ao ver Beatriz na sua frente, pensando ser um fantasma. Ele tenta afastá-la e descobre que ela não é uma assombração. Irado, ele a tranca no porão, junto com Clarice. Juntas elas arrancam a confissão do chef. Pedro diz que explodiu a bomba e trocou o remédio de Flávio, por amor à Clarice. Beatriz se atira em cima de Pedro e trava uma luta com ele. Amadeu entra no porão e dá voz de prisão ao dono do Culinária’s. Margareth, que acompanhava tudo de longe com Hércules, sugere irem embora. Ele avisa que ainda tem um assunto pra resolver. Custódia incentiva Beatriz a pedir perdão por todas as armações. Hércules entra na mansão cantando vitória e persuadindo Beatriz a continuar com as mentiras. Beatriz decide confessar a Dante que Clarice nunca o traiu. Ela conta todas as mentiras e armações e diz estar arrependida. Dante pede perdão a Clarice e os dois reatam. Custódia mostra a Hércules que foi ela quem venceu e o manda se retirar. Clarice devolve a herança para Beatriz, que devolve para Dante a frota de táxis. Schmidt conta para Agripina que jogou nos números da sorte e eles estão ricos, milionários. Os dois comemoram, felizes. Carla tenta pegar o metrô para fugir de Hércules, mas é interceptada por ele. Ele garante que ela não tem salvação e que vai levá-la para seu senhor. Guilhermina anuncia sua sentença aos anjos e permite que Custódia fique na Terra. Adriano, que esperava por Custódia, aflito, comemora a notícia e declara seu amor mostrando a tatuagem. Os alunos apresentam a peça e fazem homenagem à diretora Miriam. O delegado Renato flagra Eudóxia aos beijos com Tito. Elvira conta pra Régis que está grávida. Miriam e Vicente apresentam o caçula à família. Dante e Clarice voltam à vida feliz de antes, com Isabel, Laerte e Bibi. Beatriz decide passar uns tempos fora do país e, no aeroporto, encontra Amadeu. Ele revela que está no mesmo vôo e sugere que este pode ser o começo de uma grande amizade. Bia sorri e diz, depois de medi-lo, que muita coisa sempre pode acontecer.
Ùltimo capítulo de Sete Pecados
Priscila Fantin em Sete Pecados
Beatriz, personagem de Priscila Fantin em Sete Pecados, começou a novela como uma patricinha mimada e arrogante. Acostumada a ter do bom e do melhor, ela não hesitava em passar por cima dos outros e acreditava no dinheiro como o bem mais poderoso que alguém poderia conquistar. Depois que se apaixonou pelo taxista Dante, a jovem passou por um turbilhão de transformações e sua vida virou de cabeça pra baixo, fato que possibilitou a Priscila exercitar várias nuances de interpretação. A atriz falou ao site sobre a experiência e revelou o segredo de sua sintonia com o autor Walcyr Carrasco e o diretor Jorge Fernando.
O que Beatriz significou na sua carreira?
“A Beatriz foi recebida com muito carinho por mim, quando recebi a sinopse fiquei bem feliz com a personagem. Ela sofreu várias mudanças no decorrer da trama e todas foram muito positivas, porque me deram mais nuances de interpretação. Como eu não sabia o que ia acontecer, muitas vezes ficava quase no improviso. Fiz a patricinha, a pobrezinha, cenas de comédia, drama, tragédia… Pra mim foi muito bom, porque pude experimentar várias facetas.”
Você considera a Beatriz uma vilã?
“A Beatriz tinha uma maneira infantil de lidar com as coisas… Uma vilã é cruel e tem maldade no coração, mas a Bia não tinha essa maldade. Ela não é uma pessoa das trevas, mas acabou atrapalhando a vida dos outros.”
Qual o segredo de sua parceria de sucesso com Walcyr Carrasco e Jorge Fernando?
“Walcyr e eu temos uma ligação bem forte, apesar de não convivermos tanto. Nossa relação é ótima, acho que temos uma ligação espiritual. Ele conta comigo e quer que eu esteja perto porque temos essa força juntos. Com o Jorge é sempre muito gostoso trabalhar, a gente se dá muito bem. Ele acompanhou várias fases da minha profissão e é praticamente um tio para mim.”
O visual de Beatriz também ditou moda, não é?
“Isso foi um aspecto muito legal da Beatriz, outro dia o figurinista me falou que foi recorde, todo mundo queria imitar o visual dela. Ela ditou moda na maneira de se vestir, tanto é que no final até a Clarice está usando cinto por cima da blusa e cabelo repicado, coisas que a princípio eram da Beatriz. Fui pra Recife e lá me falaram que ela é musa, todo mundo queria ser igual a Beatriz. O corte de cabelo também ditou moda nessa temporada. Foi legal provar isso, depois de tanto tempo fazendo novela de época.”
Deixe um recado para os internautas que acompanham o site.
“É bom acompanhar a novela pelo site porque você vê o capítulo quantas vezes quiser. Um beijo pra todo mundo e obrigada por terem estado ao nosso lado. Que a novela tenha trazido coisas boas, engraçadas e até lições de moral pra vocês. Um beijo!”
Geovana Antonelli torcia por um final com tristeza
Caso tivesse o poder de decidir o final para o trio de protagonistas de “Sete Pecados”, Giovanna Antonelli deixaria os fãs de sua personagem, Clarice, Dante (Reynaldo Gianecchini) e Beatriz (Priscila Fantin) bastante chateados. “Se eu pudesse escolher, gostaria que os três terminassem sozinhos”, decreta.
Tanto pragmatismo tem razão de ser. Para a atriz carioca, o relacionamento entre o trio ficou complicado demais para que tivesse uma solução idílica. “Eles acabaram se tornando mais amigos que namorados. Por isso, como espectadora, não gostaria que eles ficassem juntos, não”, afirma.
A declaração vai na contramão das expectativas de boa parte do público. A personagem de Giovanna começou a novela com uma função clara: ser a antagonista do romance entre o marido e a mimada patricinha. Mas, à medida que a trama caminhava, a doce Clarice ganhou a simpatia do telespectador e, por conseqüência, mais destaque na história de Walcyr Carrasco. “A Beatriz trapaceou diversas vezes, e a Clarice sempre buscou a sinceridade. Ela conquistou pelos valores que carrega. Fora que o Dante tem uma família com ela. Isso pesa”, analisa.
A lua-de-mel da atriz com o público, aliás, não vem de hoje. Com personagens tão diferentes quanto a prostituta Capitu, de “Laços de Família”, e a gananciosa Bárbara, de “Da Cor do Pecado”, Giovanna já havia caído nas graças dos noveleiros. Para ela, porém, existem mais elementos por trás dessa empatia. “O segredo é uma boa trama, uma grande equipe e grandes atores, todos com garra e vontade de fazer o trabalho”, acredita.
Essa dedicação foi importante ao longo de “Sete Pecados”. Afinal, com boatos de desentendimentos entre Walcyr e Cláudia Raia, que interpretou a vilã Ágatha, além das alterações na sinopse original, os atores precisaram se esforçar para não perder o foco.
Giovanna, entretanto, minimiza os problemas e prefere destacar às relações que surgiram nos bastidores. “Acho que foi uma trajetória maravilhosa. Só guardo boas recordações e, além dos antigos, fiz também novos amigos”, garante a atriz, que já havia trabalhado anteriormente com Gianecchini, Paulo Betti e Isabel Fillardis, entre outros.
Outra parceria reeditada foi com o autor. O primeiro trabalho de Giovanna com Walcyr foi em “Xica da Silva”, da extinta Manchete, em que viveu a despudorada Elvira. A chance de fazer novamente um personagem do novelista foi decisiva na hora da carioca aceitar o papel – já que tinha encerrado sua participação em “Amazônia” há poucos meses. “Acabei emendando os dois, mas tinha tempo que não fazia uma trama do Walcyr. E a verdade é que amo a minha profissão”, derrete-se.
O crescimento inesperado da personagem trouxe também mudanças no visual de Giovanna. No início, Clarice era uma dona-de-casa simples, mas passou por uma transformação depois que os grupos de discussão da emissora afirmaram que gostariam de ver a personagem mais elegante.
Outro momento decisivo para a reviravolta de estilo foi o casamento com o misterioso milionário Flávio (Paulo Betti). Das madeixas escuredidas ao figurino mais sofisticado, é quase impossível reconhecer a brega doceira da estréia da mulher sofisticada do final. “Isso foi acontecendo naturalmente. As mudanças foram sugestões dos figurinistas, dos cabeleireiros e também da caracterização. Todo mundo construiu o visual junto”, revela a atriz que, na reta final da novela, só quer saber de sossego. “Estou louca por férias! Vou aproveitar para curtir bastante o meu filho!”, decreta a mãe do pequeno Pietro, de quase três anos.
Jimenez se despede de Sete Pecados
Com suas trapalhadas e sua obsessão pela tatuagem de Adriano, Custódia foi um dos destaques de Sete Pecados. No decorrer da trama, a anja, vivida por Claudia Jimenez, fez de tudo para salvar a alma de Beatriz e transformá-la em uma pessoa melhor.
Na gravação de sua última cena, na tarde desta quarta-feira (13), a atriz não conseguiu conter a emoção e fez um balanço mais do que positivo da experiência. “Acho que nada é por acaso. Não foi à toa que tratamos de assuntos como pecados, virtudes e humanidade. Acho que em Sete Pecados reencontrei uma Claudia que estava meio perdida por aí. Estou muito feliz, queria que a novela durasse a vida inteira!”.
Para definir a relação com o diretor Jorge Fernando, com quem trabalha há anos, a atriz resume-se a uma única frase: “Jorge é meu irmão!”. Ao final da cena, Claudia e Jorge se abraçaram emocionados e comemoraram o sucesso da novela, que chega ao fim nesta sexta-feira.
